Sonhador…

NÃO SOU POETA, SOMENTE CONSIDERO IMPORTANTE QUE ESCREVAMOS O QUE TEMOS DENTRO DE NÓS OU QUE OBSERVAMOS NA VIDA E NAS PESSOAS, INDEPENDENTE DO JULGAMENTO DA QUALIDADE; NOSSOS PENSAMENTOS E OBERVAÇÕES NÃO PODEM SIMPLESMENTE MORRER CONOSCO

31/10/08

Quero ser

Quero ser
A areia onde tu brônzeas e a água que te refresca
O deslizar pelo teu corpo entre tuas mãos que acaricia
O lençol que te aconchega e o perfume que aprecias

Quero ser
Teus sonhos e momentos de prazer
Teu agasalho e conforto dos dias frios
A brisa e o ar que te faz bem

Quero ser
A leveza do tecido que abranda teu calor
O ápice de tua emoção, o bálsamo que acalma
A palavra que te conforta e revitaliza

Quero ser
O lenço que destrói tuas lágrimas
Seus segundos de momentos impensados
Suas horas de descanso e reflexão

Quero ser 
Seus dias de trabalho e alegria
Teus anos a viver e sua esperança de felicidade
Quero ser a vida para em tua vida viver.

Milve 20/10/08

criado por Milve    18:56 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS

29/10/08

Sem título e sem nexo

A dor que crava o peito
É a mesma que sangra a alma
Sentimento bom, com lágrimas amargas
Cicatriz mantida em segredo na lembrança
Ferimento que se abre para novo encontro 
Apertar no coração que não se afrouxa
Busca incessante de encontrar a felicidade
Travar confronto entre gostar e amar
Calor que não se dissipa, desejo escondido
Herói ou mártir da circunstância
Desertor ou fugitivo do desconhecido
Encontro que amedronta e dilacera
Incômodo que reclama e lateja solidão
Sentimento de amor que reclama amor
Prazer e esperança que não encontra abrigo
Simples sonhar em não temer o amor
Querer do querer, ou não querer
Incógnita que alivia a alma
Destruir solidão sem perder privacidade
Fuga do que já não se acredita
Preferir sonhar que a viver
Reclamar, sem tomar atitude
Descobrir egoísmo intrínsco
Dar-se sem se entregar
Amar com medo do amor
Sonhar só, sem responsabilidade
Criticar solidão, mantendo-se só
Ser feliz, sem necessidade de dividir
Não ter certeza do que é melhor
Eu com Ele, ou Eu e Ele.

Milve 28/10/08

criado por Milve    20:10 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS

25/10/08

Quem és Tu?

Quem és Tu?
Deusa dos meus sentimentos,
energia que mexe com minha alma.

Quem és Tu?
Com quem me encontro nos meus pensamentos,
por quem suspiro com a beleza da afinidade.

Quem é Tu?
Alma da minha alma.
Converter-te-ei em meu segredo.

Quem és Tu?
Que reluz no canto mais profundo do meu eu,
que me faz feliz só por saber que você existe.

Como ousar invadir,
o que tenho de mais verdadeiro,
meus pensamentos

Porque aguças,
o que tento dominar, para facilmente não entregar, 
a beleza do meu amor.

Apresente-se a mim,
não se esconda em seu mundo interior,
sem tempo para se aproximar.

Seja o suspiro dos meus sonhos.

¨O amor que encanta a alma, tem que se apaixonar pelos olhos.¨

Milve 24/10/08

criado por Milve    15:25 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS

22/10/08

Uma Boneca Igual a Você

A uma boneca
O seu nome eu dei
A ela ofereço todo meu carinho
Já que não posso dedicá-lo a você 

Dizem que sou louco
porque vivo admirando uma boneca 
ninguém entende que para mim
ela representa você

Tem cabelos sedosos 
e olhos se parecem com os teus
sua face e tão linda
que até parece com você

Só há uma diferença
ela aceita os meus carinhos
os meus beijos e todo meu amor
enquanto você só me faz sentir  

Mesmo assim
Eu prefiro você
para em seus ouvidos
Poder sempre dizer  ¨ te amo¨

Milve (antes de 1970)

criado por Milve    21:50 — Arquivado em: POEMAS E REFLEXÕES DE UM ADOLECENTE

19/10/08

Desabafo de cansaço

Entre cruzes nas esquinas, calotas lançadas à beira das guias, pneus furados e trânsito parado; lá vou Eu vivendo e tentando ver alguma bela paisagem a beira do caminho, mudando constantemente as estações do rádio para encontrar boas músicas, evitando olhar os motoristas ao lado para não conseguir uma boa briga.
Assim vou Eu, tentando me livrar de lombadas insanas e irresponsáveis que não respeitam a vida, que dirá quanto ao veículo; buracos que parecem serem feitos ou não fechados propositadamente.
Assim vou Eu, tentando ser um condutor normal me livrando das câmeras cruéis e irracionais que denunciam a sede do faturamento, sem resolver a situação do motivo por lá terem sido instaladas ou punir os inconseqüentes motoristas.
Assim vou Eu, tentando chegar ao trabalho e retornar ao lar sem ter sido afetado pelo demônio do stress causado pelo inevitável trânsito que dilacera vidas e famílias, que são exterminadas ou ficam desamparadas.
Lá vou Eu sem saber se confio, desconfio ou que atitude tomar diante transeuntes que circulam ao meu redor; vendendo, pedindo um trocado para um gole de cachaça ou quem sabe realmente para um alimento; outros de passagem ou me observando com intenções duvidosas.
Lá vou Eu num final de semana, pensar se devo ou não sair de casa com o objetivo de curtir um descanso, digerir o risco de ficar travado em lugar qualquer sem ter um acesso que possa permitir me livrar do embaraço causado pelo nada, talvez obras, desfiles, feiras ou algum motoqueiro estendido ao chão expondo suas vísceras, sem entendermos se foi sua atitude irresponsável ou causado por alguém …; lá vou Eu seguir o caminho indicado pelos ilustres homens que deveriam melhorar o trânsito mas que nos deixam ainda mais confusos. De que forma chegar ao lugar desejado sem perder a tranqüilidade, o ingresso, ou ter tempo suficiente para realizar o passeio proposto.

Dá para imaginar os lamentos e a vida de taxistas, caminhoneiros e de todos que dependem extremamente das vias públicas para o seu sustento.

Aceito a explicação de que muitos dos que ignoram tudo isto, só andam de helicóptero, avião ou moram em algum paraíso onde não presenciam nada do que vejo.

O que fazer, se os que vêem e podem, pouco fazem ou não sabem como fazer. Só me resta continuar indo, olhando, e tentando ignorar para não deixar que se torne alguma razão para estilhaçar meu bom humor e contribuir para motivo de stress compulsivo.

¨Estou melhor e conformado, pronto para um novo dia.¨

Milve

criado por Milve    10:13 — Arquivado em: DIA A DIA / DESABAFO / INDIGNAÇÃO

10/10/08

Receita: ¨Amor a Dois¨ (Repostagem)

Aproveite dois olhares
Junte dois copos de amizade e admiração “de cada um”
5 colheres de sopa de desejos “de cada um”
Mexa levemente com 1 colher de café de fantasias
Incremente 1 copo de bom senso sobre a mistura
Adicione 1 colher de chá de liberdade individual
Coloque compreensão e romantismo à vontade
Misture novamente adicionando uma colher de chá de sonhos
Leve ao banho Maria em uma tigela de carinhos
Após chegar no ponto, quando a massa estiver densa
Coloque amor a vontade (de cada um)
Adicione a vontade, calda de companheirismo
Leve ao fogo
“utilize tigela de material resistente à alta caloria”
Sirvam-se em baixelas de paixão
E podem saborear a vontade

Milve (sem data)

criado por Milve    23:57 — Arquivado em: REPOSTAGENS / REVISÃO

27/9/08

SE AMAR

Por ser gostoso te sentir
Será impossível não te desejar
Eternamente te ter e e te querer 
Sem me incomodar ser tua sombra

Por ser gostoso te querer
Fico feliz por lhe ter sempre em mim
Sensação gostosa e indescritível
Você se funde em meus sentimentos

Sou grato por você existir
Não só por te querer
Nem tão pouco por te desejar
Mas pelo bem que representas

Sou grato por você existir
Pela oportunidade de te conhecer
Ter-te só para mim, seria egoísmo
Você pertence à família, aos amigos e a vida

Quero te sentir e desejar sempre
Do meu jeito, do seu jeito, sem sufoco
Sempre temos que dominar o sentimento
Quando perdemos o controle, estressa e magoa

Você faz parte de mim
Mesmo distante dos olhos
Mesmo sem poder ouvir tua voz
Sempre te viverei em meus pensamentos

Que bom ter te encontrado
Você dá significado à minha vida
Encontrar-te, foi esclarecer uma das razões para viver
Sentir simplesmente por sentir, sem explicação
Sabia que você existia! Já a conhecia em minha alma

Vou só te amar, sem nada pedir
Vou só ser feliz,
Por te ter em mim, por te desejar e por te querer
Vou sempre te respirar e respeitar; amiga felicidade

Milve (Nov/99)

criado por Milve    13:56 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS

25/9/08

DESENCONTROS

A adolescência é maravilhosa.
Foi num momento belo que e encontrei uma linda flor
tanto quanto eu, ela com seu caule frágil,
fiquei feliz e a levei ao coração,
plantei-a em um canteiro especial.
Certo dia, senti uma dor estranha
talvez porque eu não soube cuidar,

ou por ainda não conhecer a espécie
Talvez, pela inocência de jardineiro iniciante!
Quem sabe ela estranhou a mudança de local!
Talvez tenha estranhado meu modo de cuidar.
Ou quem sabe! O clima não era apropriado,
enfim, ela murchou, escondendo seu visual,
deixando de me banhar com seu perfume.
Eu, inconsciente, a deixei adormecida.
Continuei a cuidar de meu jardim.
Mesmo sem saber por que,
sempre que ia observar e fazer a poda ,
olhava aquele cantinho especial,
ela sempre mantinha seu caule esverdeado,
o qual não destruí, mantendo a esperança de nova vida,
Eu a observava, porém pouco fazia,
todas as vezes que visualizava o jardim,
era o primeiro local a admirar.
Lá estava ela, serena, passiva e adormecida,
sem presença para me chamar atenção.
Certo dia, quase como encanto,
amanheceu maravilhosa e cheia de vida,
fiquei feliz e me emocionei,
mas infelizmente,
não podia dedicar-me intensamente a ela,
no jardim haviam outras flores,
algumas plantas exigiam minha atenção.
Quem sabe, sentindo meu descuido,
ou talvez por tanto tempo no anonimato,
estava frágil para suportar mudança brusca.
Outra vez, ela se esfacelou, e eu,
continuei a vida como sempre foi,
mantive seu canteiro reservado.
Agora já não mais existia o caule,
somente resistia a vida através de sua raiz.
Quando olhava para aquele cantinho especial,
nada via, mas sentia que ela estava ali.
Assim, se foram passando anos,
quando repentinamente, ela ressurgiu,
encontrando-me machucado.
Voltamos a nos vermos, mesmo esfacelados.
Outra vez, como se por encanto,
lá estava minha flor tentando se fortalecer,
logo corri para acudi-la e acelerar sua recuperação .
Falhei outra vez!
Quem sabe por minhas dores ou excesso de adubo,
para o qual ela não estava preparada.
Quem sabe exagerei na água,
ou até mesmo, quem sabe,
ela estava querendo se fortalecer em outro canteiro,
enfim, voltamos rápido ao estagio anterior;
ela viva, mas escondida,
e eu, só quando havia tempo
a observava calado mas sem esperança.
Hoje, por muitas vezes sinto sua falta,
mas me convenci;
aquele cantinho que reservei,
sempre estará disponível para ela,
mesmo eu cuidando das demais flores,
sempre a estarei sentindo ou imaginando,
ela sempre existira em meu peito.
Não sei se devo ter esperança,
outra vez vê-la viçosa.
O final desta estória,
é que aquela mesma dor estranha,
que no início tocou meu sentimento,
volta ser presente em mim;
Ora adormecida, ora latente,
sinto que assim sempre será nosso destino,
jamais terei certeza, se ela conseguiria
mesmo que por instantes,
deixar que eu sinta seu inesquecível perfume,
e esquecendo os momentos tristes do passado,
transmitir-me um pouco de sua vontade de me pertencer.
Ela sempre se sentirá insegura,
se ao se desabrochar, terá seu cantinho reservado.
Seguro mesmo, é acreditar,
que embora sendo um jeito estranho de se admirar,
entre nós, não pode existir algo diferente,
só se explica com a palavra ¨sentimento¨;
que a vida, ou nós, até mesmo o destino,
insiste em não nos deixar vive-lo.

Milve (Abr/98)

criado por Milve    19:05 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS

21/9/08

SÍNDROME DO MEDO

Envolvido pelo poder da mídia que gera a impressão de estar existindo um assalto, um acidente, um estupro e um crime em cada esquina, as pessoas estão vivendo esta sensação todos os dias.
É preciso repensar a respeito quando nos envolvemos com a dramatização dos acontecimentos do dia a dia, é como se tivéssemos passando pelas situações diariamente. Conhecimentos dos fatos servem para serem observados, mas nossa vida é para ser vivida com a tranqüilidade de se assumir os riscos.

Uma criança ao engatinhar entre as plantas, observou aranhas, formigas e sapos, cresceu e continuou a se rastejar sempre que entrava em alguma mata, protegendo-se dos insetos e animais peçonhentos, só conseguia ver o submundo que as matas ofereciam.
Certo dia levantou-se e se deparou com lindas folhagens, flores, frutos e árvores exuberantes, percebendo que os riscos observados ao se rastejar nada representavam diante da exuberância e beleza que os olhos estavam admirando; os pés poderiam ser protegidos com simples botas e adotados pequenos cuidados contra algum ataque que seria inevitável, mas seria hipocrisia não assumir o risco e deixar de explorar toda beleza oferecida pela floresta.

Milve (20/09/08)

criado por Milve    13:43 — Arquivado em: DIA A DIA / DESABAFO / INDIGNAÇÃO

14/9/08

SONOLÊNCIA OU REALIDADE…

As ondas dançavam no balé das águas, calmamente, por vezes levantavam suas cristas, como se para me observar, murmuravam sons e lançavam espumas em minha direção, pareciam quererem se aproximar e me tirar do sono; deitado e distante, relaxadamente estirado na rede, eu quase sonhava, acreditando ser realidade o ar com cheiro de mar e vida.
A brisa deslizando-se suavemente sobre minha pele, parecia me acariciar querendo que eu acordasse. De repente! Som de uma sinfonia distante, talvez gorjear de pássaros perdidos na noite; despertei-me, me mantive sonolento, virei-me na rede e observei, não enxergava lucidamente; distante alguém com olhar devagante, sentada sobre uma rocha, observava a tudo, pose sensual e meiga, transmitia desejo e paz, não me contive; levantei, mas me mantive sonolento, me aproximei, mesmo sem ter sido notado, momento este, que tirei-lhe parte do mundo observador, esforçava-me para que me percebesse, sentia que se tratava-se de um encanto que me dominava, e eu deixava, pouco era minha resistência, era muito gostoso, sensação transcendente ao humano, minha alma se encheu de sentimento forte, “amor”, acreditei, eu a observava carinhosamente e me entregava, sentei-me ao seu lado, me alimentei de sua fantasia.
Sofria por não me notar como eu a via.
Senti a sua energia; renasci; percebi o amor.
Sentimentos poucas vezes observado ou sentido foram me preenchendo, eu me deixando levar sem resistência; passou a sorrir levemente olhando em minha direção, percebeu as vibrações profundas que eu lançava, me olhava com carinho, porém distante
Aproximei-me ainda mais, senti o calor de sua pele, por momentos flutuei, o mundo se transformou para mim, tudo estava entre o sono, sonho e realidade
Suspirei com forte emoção, relaxei minhas emoções, ela me comoveu, me acariciou mesmo se mantendo distante, passei a querer entrar em seu coração, quis descobrir seu mundo e dele fazer parte, mesmo inseguro, insistia; mesmo sem controle da situação, abandonei valores, acreditei, sonhei com a felicidade.
Encontrava-me ainda no delírio que imaginava poder ser real, quando de repente, conservando sua doçura, se atira ao mar brandamente, sem que eu tivesse força par impedir; dizendo as únicas palavras dirigidas especialmente a mim, “adeus, fiquei feliz com sua presença, tenho que ir”
Estranho é que continuei me sentindo feliz, a felicidade não se foi, apenas se misturou com a tristeza deixada já no instante de sua partida, deixou ilusões e energias que eu havia perdido; agora sigo mais forte e cauteloso, mais consciente para separar o mundo real da fantasia, um sono que trouxe de volta a realidade, quase sonho. Adeus sereia, delírio do que eu quis sonhar e acreditar.

Milve  (dez/99)

criado por Milve    12:33 — Arquivado em: POEMAS / POESIAS E SENTIMENTOS
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