12/11/08
AFAGO
Calaste diante minhas ignorâncias.
Enxugaste minhas lágrimas quando se deparou com minhas fraquezas
Acolheste-me em teu colo quando me percebeu carente
Beijaste meu rosto e afagaste minha testa quando necessitei consolo
Olhaste ternamente para mim quando me viu aflito
Sorriu e transmitiu seu orgulho diante meus louros
Envaideceu-me em minha beleza, desprezando a imperfeição
Incentivaste-me quando meus ânimos perderam força
Albergaste com teu manto de amor o frio de minha insegurança
À distância, me protegeu com teus pensamentos
Transmitiu-me o prazer de tua presença, quando estive só e desconsolado
Amargaste sua dor para não gerar insegurança
Censuraste com meiguice para não ruborizar-me ou inflamar minha ira
Perdoaste-me sempre, sem cobrança e sem se recordar da ultima vez
Acreditaste em mim quando contestaram minhas verdades
Escutaste minhas verdades sem questionar e sem pairar dúvidas
Amaste meus jeitos e toleraste meus infortúnios
Tiveste meus filhos como se de vosso ventre fossem tirados
Cuidou de mim como a eterna criança que necessita amparo
Você mãe, é o meu cabedal moral e ensinamento do aprender a amar
Cumprido sua missão, partiste deixando-me só a encontrar o amor que ensinaste
Milve (08/11/08)
"O sentimento da palavra amor é universal, o que altera é o destino a que ele é aplicado"
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