8/9/08
QUEM ME DERA
Esta, encontrei escrita em uma folha de embrulhar pão, perdida entre meus rascunhos, difícil foi entender o que estava escrito, se é que entendi; enfim, façam algum comentário.
Quem me dera, fosse eu como uma perfeita flor
Irradiando a beleza de minhas pétalas
Transmitindo suavidade, sem precisar ser tocado
Ter forte a base do caule, enraizada com firmeza
Protegido pelas folhas que não pedissem adubação
Mas, quem sabe como seria esta preciosidade
Provavelmente extremamente frágil
Se tocado, marcaria minhas pétalas
Se machucado meu caule, perderia a vitalidade
Se perdesse parte das folhas
Perderia a proteção de minha sensibilidade
Seria focado pelo próprio orgulho
Não há como ser perfeito
Esta flor tão cobiçada, seria intocável
E a natureza, só permitiria vida curta
Ficando somente na lembrança de quem a viu,
Ou de uma foto esquecida num canto qualquer
Quem sabe!
Milve (sem data)
criado por Milve
21:24 — Arquivado em: 

Meu caro Sonhador, me parece que este poema retrata o menino adolescente vivendo o conflito da mocidade em flor e a mesmo tempo demonstrando a suave e a sensÃvel alma juvenil. Bons tempos.
Forte abraço.
CAUROSA
Comentário por caurosa — 9 09UTC setembro 09UTC 2008 @ 22:35